sexta-feira, 28 de março de 2014

Conheça um tesouro da nossa terra: o Arroz Nativo do Pantanal

Olá, meus queridos leitores!

Hoje eu estou aqui para postar o início de uma missão especial: criar receitas com o arroz nativo do Pantanal. Essa joia gastronômica do nosso Estado me foi apresentada em um seminário dos alunos do Curso de Cozinheiro do Senac, com convidados do ECOA e da UFMS. Fui presenteada com 500 g desse produto valioso, tendo o compromisso de criar novas receitas com ele.



Mesmo pedindo desculpas pelo atraso, aqui está a primeira receita: Arroz nativo do pantanal cremoso com leite de coco e cumbaru, acompanhando filé de tilápia com redução de laranja e gengibre. Vocês não fazem ideia do quanto ficou bom!!

Maaaaas, antes da receita, vamos falar um pouquinho sobre o que é, afinal, esse tal desse arroz.  As informação que eu encontrei através do site do Slow Food  (http://www.slowfoodbrasil.com/arca-do-gosto/produtos-do-brasil/707-arroz-nativo-do-pantanal) dizem que o arroz-nativo-do-pantanal, também conhecido localmente como arroz-do-campo, refere-se a duas espécies silvestres de arroz, Oryza latifolia Desv. e Oryza glumaepatulaSteud. Essas espécies estão distribuídas na Argentina, Bolívia, Paraguai e no Brasil, nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pará, Amazonas e Maranhão.

Essas espécies eram tradicionalmente colhidas e utilizadas na alimentação dos índios Guató, canoeiros do Pantanal, que chamavam o arroz de Machamo. Não havia plantio, somente a colheita. Os Guató eram uma etnia quase extinta, mas foi realdeiada em 1996 quando foi estabelecida a reserva indígena Guató, na fronteira entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bolívia. Infelizmente, esses índios não utilizam mais esse arroz para o consumo e as populações que colhem o arroz são não indígenas, estando localizadas ao longo do rio Paraguai, nas comunidades da Barra do São Lourenço e do Castelo, ainda que os índios Guató também sejam incentivados a colher. As áreas que são utilizadas para colheita são vizinhas a um complexo de unidades de conservação (RPPNs e o Parque Nacional do Pantanal).



Por tudo isso que foi falado aí em cima, o arroz-nativo-do-pantanal se configura como uma espécie com grande potencial gastronômico de MS. Mas posso dar muito mais motivos! Vejam só todas as qualidades desse vermelhinho: é um produto de sabor agradável, com consistência al dente e paladar terroso e amendoado ao mesmo tempo; quando cozido, exala um perfume único e apresenta uma cor viva, que acrescenta riqueza ao conjunto final;  tem teor de vitaminas e proteínas mais alto do que as variedades de arroz integral encontradas no mercado; é um produto único que nunca antes foi comercializado; é excelente para ser utilizado em saladas, risotos e eu vou testar também em pratos doces.

Por último e mais importante: O valor social se refere a uma tradição na região que foi praticamente perdida e que está sendo recuperada aos poucos. Precisamos utilizar isso tudo a favor da nossa gastronomia e para promover o desenvolvimento das comunidades envolvidas na colheita. Observem que, na semana passada, o Alex Atala promoveu um evento importantíssimo sobre rizicultura. Vamos colocar o nosso arroz nativo na cena gastronômica brasileira?

Para quem se interessa em comprá-lo, infelizmente seus preços ainda são elevados devido à baixa e sazonal produção. Atualmente, o produto está sendo comercializado com ajuda da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e do Instituto ECOA. Através de um projeto de extensão, essa comercialização está sendo realizada principalmente com a comunidade universitária e restaurantes de chefs ligados ao Slow Food e as comunidades produtoras têm discutido estratégias de incrementar a produção e baixar o preço. Vamos torcer então para ter boas notícias em breve.  Enquanto isso, quem quiser maiores informações sobre ele e sobre o trabalho desenvolvido pelo ECOA, sigam sua página no Face: https://www.facebook.com/EcoaPantanal

E, finalmente, segue a nossa primeira receita! Para desenvolvê-la, eu procurei usar ingredientes fáceis de encontrar e que fazem parte do paladar dos nossos conterrâneos, como o leite de coco e a tilápia, um dos peixes mais consumidos por aqui. A redução de gengibre e laranja dá um toque especial e adocicado, que combina muito bem com os outros elementos do prato. E já que estamos usando um arroz nativo, mais uma joia de Mato Grosso do Sul para adicionar crocância e sabor à receita: nossa deliciosa castanha de cumbaru.



ARROZ NATIVO DO PANTANAL CREMOSO COM LEITE DE COCO E CUMBARU ACOMPANHANDO FILÉ DE TILÁPIA COM REDUÇÃO DE LARANJA E GENGIBRE
(Rendimento: 2 porções)



Ingrediente
Quantidade
Arroz Nativo do Pantanal
150 gramas
Alho
3 dentes
Cebola
½ unidade média
Azeite
2 colheres (sopa)
Leite de coco
150 ml
Castanha de cumbaru torrada sem casca
40 g
Sal refinado
A gosto
Peixe

Filé de tilápia
2 unidades
Laranja
2 unidades
Gengibre
20 gramas
Sal e pimenta
A gosto
Modo de fazer:
Arroz:
1.      Picar em cubinhos o alho e a cebola;
2.      Picar grosseiramente as castanhas de cumbaru, reservando algumas para decoração;
3.     Refogar a cebola no azeite até ficar transparente. Acrescentar o alho e as castanhas e refogar até que libere o aroma do cumbaru.
4.   Adicionar o arroz, mexer bem, envolvendo nos outros ingredientes e adicionar meio litro de água quente e sal a gosto;
5.     Cozinhar por cerca de 30 minutos, até que esteja al dente, adicionando mais água (se necessário) e tomando cuidado para não passar o tempo de cocção e “abrir” o grão de arroz.
6.       Finalizar com o leite de coco e servir com o filé de tilápia.
Peixe:
7.      Picar finamente ou ralar o gengibre;
8.      Retirar raspas da casca da laranja e depois retirar o suco;
9.  Temperar os filés de tilápia de acordo com a sua preferência e grelha-lo em uma frigideira antiaderente. Quando estiver no ponto certo (cozido, mas ainda úmidos), retirar da frigideira e reservar em local aquecido;
10.  Na mesma frigideira em que o peixe foi grelhado, adicionar o suco das laranjas para deglacear a panela, acrescentar o gengibre e deixar reduzir, até que forme uma calda levemente espessa.
11.   Acrescentar as raspas de laranja, temperar com sal e pimenta e servir sobre os filés de tilápia, acompanhado do arroz cremoso.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Conheça o Convivium Slow Food Campo Grande

Essa semana eu tive o prazer de participar mais uma vez de um encontro especial. Sabe aquela sensação de renovação e fé que a gente tem após um mergulho em uma cachoeira, ou na volta de um retiro ou ao final de uma meditação intensa? Foi assim que eu me senti voltando para casa do Convivium Slow Food dessa terça-feira.



Esse movimento gastronômico que prega o direito fundamental ao prazer de comer bem e defende a nossa herança culinária me foi apresentado no ano passado, quando eu participei do meu primeiro convivium. E, como disse a chef Magda Moraes, a líder do movimento em Campo Grande: o slow food nasce primeiro dentro de você e depois vai se refletindo nas pessoas ao seu redor.  Por causa das minhas raízes, da minha infância de férias e finais de semana na fazenda, dos encontros familiares ao redor da mesa eu sempre fui adepta do Slow Food sem saber, hehehe. E ainda na faculdade de gastronomia já havia aprendido a valorizar a Cozinha Brasileira. 

Mas depois de conhecer o movimento propriamente dito, ele está se tornando, devagarzinho, um modo de vida. Começando por coisas simples, como me lembrar que não é legal ficar fuçando no celular na hora do almoço, passando pelo desejo de conhecer melhor os ingredientes de Mato Grosso do Sul e chegando até a transmissão da importância do movimento aos meus alunos de gastronomia, em uma aula exclusiva.

Ainda falta muito para eu me tornar uma praticante ativa do Slow Food, eu sei. Mas a sementinha já criou raízes e ganhou meu coração, meu estômago, essa matéria e uma coluna especial minha no TopMídia News, que vocês podem conferir no link: http://www.topmidianews.com.br/miriam-arazini/noticia/slow-food-conjuga-prazer-e-alimentacao-consciente

Mas, afinal, o que é esse tal de Convivium? Convivium é uma palavra Latina que significa ‘um festim, entretenimento, um banquete'. O Slow Food usa este nome para nomear seus grupos locais. No Brasil, definiu-se usar o nome “Convívio” para os grupos locais do Slow Food. Nossos Convívios são a expressão local da filosofia Slow Food. 

Eles articulam relações com os produtores, fazem campanhas para proteger alimentos tradicionais, organizam degustações e palestras, encorajam os chefs a usar alimentos regionais, indicam produtores para participar em eventos internacionais e lutam para levar a educação do gosto às escolas. E, o mais importante: cultivam o gosto ao prazer e à qualidade de vida no dia-a-dia.

Contando mais um pouquinho sobre o Convívio dessa semana, até parece que São Pedro quis deixar nossa reunião mais aconchegante e mandou um noite tão fresquinha que a gente teve que se aquecer nas mantinhas da Magda :-)



Nós começamos assistindo a um lindo filme chamado “O Tempero da Vida”, que eu indico muito e que pode ser encontrado no You Tube. A história da profunda ligação de uma criança turca com a culinária de seu país norteou as nossas discussões sobre a importância das raízes gastronômica na formação cultural e emocional do ser humano. Cada um contribuiu com suas experiências e suas ideias, em uma conversa deliciosa e muito rica.
E como, fundamentalmente, nós estamos falando de COMIDA, aí estão as fotos dos pratos reconfortantes e cheios de sabor que os participantes levaram ao encontro dessa semana. Alguns feitos pelos próprios membros, muitos com ingredientes regionais e todos servidos e degustados com todo carinho. Posso dizer que saí de lá com fé na gastronomia, de alma renovada e muito bem alimentada.












  • Campo Grande - Campo Grande (MS)
Líder: Magda Rodrigues de Moraes
Rua Quintino Bocaiúva, 1222. Tv Morena.
79050-112 -  Campo Grande, MS
(67) 8138-7203
campogrande@slowfoodbrasil.com


segunda-feira, 3 de março de 2014

Uma noite no Irajá Gastrô

Queridos leitores e amigos, o post de hoje vai deixar vocês babando!!  Quem acompanha minhas aventuras gastronômicas pelo Instagram (@miriamarazinichef) sabe que  em janeiro eu estava no Rio e fui conhecer um novo restaurante. Confesso: quando eu cheguei por lá, estava com outro desejo que, tenho certeza, é compartilhado com todo mundo que gosta de comer bem: provar as delícias do Roberta Sudbrack (quem não conhece, procure no Insta pelo @robertasudbrack que você vai entender do estou falando ). Maaaaasssss.... o restaurante estava de férias até dia 4 de fevereiro, snif, snif... Porém, prometo que ele ainda será matéria de um post futuro.

Pois bem, daí eu parti para o plano B. Fui na net procurar outras indicações de restaurante e encontrei muitas opções muy interessantes. Como só podia escolher um, me decidi pelo Irajá, que havia sido eleito pela Veja Rio como o Melhor Restaurante de Cozinha Contemporânea de 2013. Hummmmm... sounds good, não???



Então, para falar sobre o Irajá, primeiro eu tenho que falar sobre o seu chef, Pedro de Artagão, esse moço bonito aí embaixo que anda esbanjando talento!



O Pedro entrou na gastronomia como muitos de nós: por acaso. Já ajudava na cozinha de casa, mas só despertou para a profissão quando cursava hotelaria e foi fazer um levantamento dos principais chefs do Rio. Daí foi paixão e ele decidiu que seria um deles! Começou a carreira batendo na porta do Clube Gourmet e trabalhou ao lado deJosé Hugo Celidônio. Depois passou pelo Carême de Flávia Quaresma e pelo Sofitel no Le Pré Catelan de Roland Villard. Alí mesmo no Sofitel, Pedro recebeu o convite do empresário Arthur Sendas Filho para preparar um jantar a domicilio e daí foi um pulo para virar o queridinho das socialites cariocas. Com esse trabalho personalizado, Pedro pegou gosto pelo empreendedorismo, implantou um restaurante em um hotel na Barra e, em 2007, assumiu a cozinha do Laguiole, no MAM. Precisa falar que o menino cresceu, aprendeu, criou, ficou conhecido e alcançou o que todo bom cozinheiro almeja?? E é aí que a gente chega no Irajá.

Em dezembro de 2011, o chef Pedro abriu as portas do seu Irajá, em uma casa do século XIX com tijolos maciços e telhado aparente, na charmosíssima Rua Conde de Irajá, que já virou referência gastronômica em Botafogo. Com seus 55 lugares e decoração e móveis garimpados em brechós, o restaurante ganha um ar informal e aconchegante. Existe ainda uma parede viva e outra com inspirações anotadas pelo chef, o que dá personalidade e frescor à casa.








Daí pra frente, foi só sucesso!! Em 2012 o Pedro ganhou os prêmios de Chef Revelação pela Veja Rio e também o de Melhor Restaurante Novo pela Época Rio. Já 2013 foi a consagração do Irajá  Gastrô, eleito o melhor restaurante de Cozinha Contemporânea pela Veja Comer e Beber Rio.


Não poderia deixar passar essa oportunidade, né? Posso afirmar que a noite foi muito agradável e deixou minhas lombrigas em estado de festa. Deliciem-se com as fotos do jantar e quem tiver a chance de dar um pulinho no Rio, vale muito uma visita.

Falso Toro: entrada surpreendente e fresquíssima! Tartar de lombo de atum com foie gras. O melhor prato da noite!

 Entrada 2: Pão de queijo de tapioca com coulis de damasco

Para acompanhar: suco de abacaxi, tangerina e capim limão. E Mojto Passion, feito com soda caseira, rum, hortelã, kiwi e cubos de maracujá gelados.

Prato principal 1: gnudi de baroa com funghi. Um nhocão super macio e adocicado de mandioquinha combinado com creme salgadinho de cogumelos. 

Prato principal 2: tropeiro chique com costelinha super macia e suculenta. 

A sobremesa mais pedida do Irajá: bolo quente de brigadeiro com calda de baunilha. Simplicidade em um doce pra comer de joelhos e olhos fechados, que grita lembranças da infância.

E uma versão do creme brulée, batizado de Pudim "ao inverso". 

Quem gostou e tiver oportunidade de ir ao Rio:
http://www.irajagastro.com.br/
Rua Conde Irajá, 109. Botafogo.
Telefone: (21) 2246-1395



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

É o Cachorro Quente da Tia nas cabeças!!


Hoje estou aqui para, com o maior prazer, escrever um post especial!! Um post sobre o prato que foi eleito o MAIOR CLÁSSICO DA GASTRONOMIA PARANAIBENSE!! Através do blog, realizamos uma votação pelo Facebook, entre os dias 13 e 31 de Janeiro, com uma adesão muito bacana do pessoal de Paranaíba e tenho certeza que foi muuuito difícil escolher o prato preferido. Afinal, eram três candidatos deliciosos! Como decidir entre o Rocambole do Seu Neurísio, o Filé à Parmegiana da Recanto e o Cachorro Quente da Tia???? Não dava para ser os 3??? Hehehe... Pois bem, não dava... e aí 57% dos eleitores elegeram o CACHORRO QUENTE DA TIA como o maior clássico da gastronomia paranaibense.



O nosso grande vencedor faz mais sucesso que o hot dog do Félix!! E, com certeza, é muito mais gostoso!! Mas por que um lanche tão simples foi o vencedor? Ora, nunca subestime um cachorro quente que leva molho de frango especial e batata palha caseira! Me contem quem pode se dar ao luxo de comer cachorro quente com batata palha caseira?? Se você acha que isso não é nada de mais, te desafio a comprar meio quilo de batata e fritar na sua casa. Depois me conta como foi deliciosa a experiência :-) Aliás, deixa essa fritura e bagunça pra lá e aparece logo no Baitakão para descobrir os motivos dele ter sido o vencedor absoluto da promoção!
E para alimentar nossa fome de saber, uma entrevista com a Elaine (a filha da Tia), que me contou um pouquinho da história do pão com salsicha mais famoso de Paranaíba.



Elaine, como vocês começaram a vender cachorro-quente?
Míriam, começamos a vender cachorro quente em 1988, há 26 anos. Naquela época, meu irmão Carlos Donizete estava desempregado e trouxe a ideia de São José do Rio Preto. No início achamos uma loucura, mas pudemos contar com o empréstimo de um padrinho e, com a ajuda da minha mãe (a Analice, a famosa Tia do cachorro quente) para preparar o molho, tudo começou.
Era um carrinho simples, que ficava na Praça da República. Ele colocava alguns banquinhos para os clientes se sentarem e a população paranaibense, especialmente os mais jovens, iam lá à noite para comer. Às vezes meu irmão amanhecia vendendo os cachorros quentes! Era um sucesso! Aliás, foi o Donizete quem batizou o trailer de Baitakão.
Infelizmente, esse sucesso todo acabou levando a um acidente. No dia 19 de setembro de 1990, todos os lanches haviam sido vendidos e, antes de voltar para casa, o Donizete foi comer em outra lanchonete, onde acabou sendo atingido por um disparo de arma de fogo e vindo a óbito dois dias depois.
Graças a Deus, meus pais tiveram força para continuar o trabalho do Donizete e assumiram a lanchonete.



Sorte de nós, moradores de Paranaíba, que seus pais levaram para frente o sucesso do seu irmão! E depois que eles assumiram, houve mudança na receita?
A receita do molho veio da minha ex cunhada, Sônia, e é a mesma desde o começo. Mesmo depois de anos, em  2009, quando meu pai sofreu um infarto e eu e meu irmão Paulão passamos a auxiliar a mamãe, o molho continua como em 1988.




Está certa, Elaine! Em time que está ganhando não se mexe. Falando nisso, qual é o diferencial do cachorro quente do Baitakão?
O diferencial do Baitakão é o carinho e cuidado com o qual o preparamos. Tudo é produzido fresquinho, todos os dias: o pão, o molho, a maionese e também a batata. Passamos a maior parte do dia no pré-preparo desses alimentos.



Agora mata a curiosidade de todo mundo. A receita do molho de frango é secreta?
Míriam, a receita eu conto só pra você, rs... Posso te garantir que é bem simples. (Toda cozinheira fala isso, hehehe! Tudo é “bem simples” pra gente :-))

Por que vocês acham que foram os grandes vencedores da promoção?
Tenho certeza que é pelo amor e carinho que colocamos em cada cachorro quente que servimos ao cliente. A recompensa é o reconhecimento de toda a população de Paranaíba nesses 26 anos de vitórias. Agradecemos muito a Deus por tudo isso!!

Elaine, agradeço a vocês pela entrevista e por terem participado da promoção. Parabéns pelo prêmio e pelo reconhecimento merecido!!

Bom, pessoal, agora que a promoção acabou, é tanto sucesso que estava até pensando em abrir uma franquia do Baitakão aqui em Campo Grande. Mas agora vou ficar milionária vendendo a receita secreta do molho de frango! Qualquer dois milhões de reais depositados na minha conta e começamos a negociar, hehehe...

Brincadeiras a parte, independentemente do ganhador, o mais importante dessa promoção foi voltarmos os olhos à culinária de Paranaíba! Todos são vencedores!! Vejam nossos pratos com carinho e reconheçam o valor que eles têm. Assim nossa gastronomia se fortalece, Paranaíba cresce e, no final, quem mais ganha somos nós, os clientes!


Serviço: Cachorro Quente Baitakão – Praça de alimentação do Carnaíba. Telefone: 8190-3388. Paranaíba, MS

Os ganhadores dos prêmios sorteados pela promoção foram:

Lehane Moreira Silva ganhou os 3 cachorros quentes da Tia;

Leonardo Chaves ganhou duas peças de rocambole do Seu Seu Neurisio;


Fernanda De Paula Barrenha ganhou 1 filé à parmegiana da Recanto.


domingo, 12 de janeiro de 2014

Promoção: Qual é o maior clássico da gastronomia paranaibense?


Hello, foodies!!
No último post eu falei sobre a gastronomia da minha cidade natal e seus pratos mais típicos. Pois bem, nessas férias eu postei fotos de alguns desses clássicos no Instagram que fizeram o maior sucesso, comprovando o quanto a memória gastronômica é forte e evoca as melhores lembranças da nossa infância. E fiquei matutando com meus neurônios: qual desses clássicos é o meu preferido?? Pensei, pensei, comi, comi novamente e não consegui me decidir. Aí resolvi pedir a ajuda dos meus leitores: QUAL É O MAIOR CLÁSSICO DA GASTRONOMIA PARANAIBENSE?? Pedi também a ajuda de seus criadores e está no ar a mais nova promoção do blog. Analisem , degustem, pensem bem e votem pelo Facebook. Você pode ser o ganhador de uma dessas gostosuras que alimentam corpo e alma de Paranaíba!



FILÉ À PARMEGIANA DA RECANTO



A Recanto é um dos restaurantes que sobreviveu bravamente a todos esses anos e continua firme e forte nas noites de Paranaíba. É o local de encontro das famílias há quase 3 décadas, pois tem opões para todos os gostos. Com um cardápio extenso, que vai de pizzas a carnes e omeletes, o maior responsável por esse sucesso é o Filé à Parmegiana, o carro chef da casa. 



E por que o da Recanto, e não o da sua mãe ou da sua avó?? Não sei, mas ele tem um sabor muito específico, que só ele tem. A fartura de molho e queijo junto com o filé grosso empanado fica tãaaaao boa!! Poderíamos perguntar à Eliete, cozinheira chefe da casa há 14 anos, mas certamente ela irá responder, na maior humildade, “Não tem segredo nenhum” e deve até explicar como se faz . Pois melhor do que tentar repetir a receita em casa é fazer logo uma visita ao restaurante do Beto pra devorar um dos 200 deliciosos filés à parmegiana que saem da cozinha todos os meses.



ROCAMBOLE DO SEU NEURÍSIO



Paranaíba vem desenvolvendo uma história de amor com casas de salgados desde a época do Bar do Ponto. Existem vários estabelecimentos que servem salgados fritos e assados, com massas e recheios diversos espalhados pela cidade. Inclusive, final de balada pede encontro na rodoviária para comer um salgado e curar a bebedeira, ou pastel na feira na madrugada de domingo. Mas pergunte aos moradores qual salgado é a cara da cidade e a maioria das respostas será: o rocambole do Seu Neurísio. 



Trabalhando no ramo há 25 anos, Seu Neurísio conta com a ajuda de Dona Glória que, junto com sua equipe, produz cerca de 45 peças de rocambole por dia. E a pergunta se repete: por que esse, e não outro?? Massa caseira, fininha e super saborosa + a fartura de recheio com ingredientes de qualidade + o toque especial da Dona Glória +o sorriso simpático e sereno do Seu Neurísio.



CACHORRO QUENTE DA TIA



Nosso terceiro clássico fazia a alegria das crianças na saída da Igreja Matriz todos os domingos, quando o trailer da Dona Analice ficava na Praça da República. Todo mundo queria ir na “Tia”, comer aquele cachorro quente lotado de recheio que mal cabia nas nossas mãos pequeninas. Nós crescemos, o trailer se mudou para a praça do Carnaíba,  ganhou o nome de Baitakão, a Dona Analice agora tem a ajuda da Elaine, do Paulo e da Tássia, a produção passa de 4 mil por mês, mas o cachorro quente continua sendo “Da Tia”. 



O hot dog mais famoso da cidade leva pão fofinho, salsicha, maionese caseira, mostarda, catchup... até aí, tudo igual. Mas existem dois diferenciais que o tornam especial: um delicioso molho de frango, a mesma receita feita há 26 anos, desde que o trailer abriu as portas; e a batata palha caseira, uma joia gastronômica difícil de encontrar nos dias de hoje. Simples, né? Basta fazer com carinho.




COMO PARTICIPAR DA PROMOÇÃO

O participante dessa promoção deve possuir uma conta no Facebook e seguir os seguintes passos:

1. Curtir a página: Chef Míriam Arazini

2. Entrar na aba “Promoções”, escolher “QUAL É O MAIOR CLÁSSICO DA GASTRONOMIA PARANAIBENSE?” e clicar em "Quero participar";
https://www.facebook.com/pages/Chef-M%C3%ADriam-Arazini/240208576055502?id=240208576055502&ref=ts&sk=app_154246121296652

3. Escolher seu prato preferido entrando na aba "Enquete" ou votando pelo link:
4. Compartilhar o post da promoção no Facebook.

A promoção ficará no ar entre os dias 12 e 31 de janeiro. O sorteio será realizado no dia 1 de fevereiro, às 12 horas. Serão sorteados 3 prêmios, um para cada ganhador:

1. Duas peças de rocambole do Seu Neurísio

2. Um filé à parmegiana da Recanto

3.Três cachorros-quentes da Tia

Os prêmios deverão ser retirados ou consumidos nos próprios estabelecimentos, mediante apresentação de documento do ganhador, em até 45 dias após o sorteio. Caso a pessoa sorteada não tenha seguido todos os passos para a participação na promoção, ela será automaticamente desclassificada e um novo sorteio será realizado.



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Gastronomia em Paranaíba?? Existe, sim!!

Todo final de ano é a mesma coisa: não importa em qual canto do Brasil eu esteja morando... uma visita à minha cidade natal está sempre na agenda. Ainda que Paranaíba seja uma pequena cidade com grandes problemas, foi ali que eu nasci, cresci, onde reencontro a maior parte da minha família e amigos de infância e, óbvio, onde eu mato saudade de todas as coisas gostosas que como desde pequenininha (isso, beeemm pequenininha, hehehe).



Essa lista de comidas de infância é vasta e começa, claro, com os pratos da minha mãe, cozinheira de mão cheia, lembrada por todos os paranaibenses quando o assunto é boa mesa. Suas delícias formaram a base do meu paladar e fizeram eu me apaixonar pela cozinha! Tem também os bolos e café da vovó, o feijão, bolo de sal e a maionese das minhas tias, as bolinhas de queijo curado das doceiras, o requeijão e as pamonhas da fazenda, e muuito, muito mais. Isso porque Paranaíba fica no estado de Mato Grosso do Sul, mas faz fronteira com Minas, Goiás e São Paulo e por isso a nossa gastronomia é uma miscelânea resultante de todas essas influências maravilhosas. Aqui, além do onipresente churrasco de todos os dias, nós temos carreteiro, galinhada com creme de milho, feijoada, doces em compota, pão de queijo, curau, angu, frango com quiabo, frango com gueirova, arroz com suã, quibebe e mais, e mais e mais.

Com tanta coisa gostosa, cada família acaba tendo receitas preferidas que variam bastante. Mas, naqueles idos de 1980, quando a mãe se cansava de cozinhar, nas ocasiões especiais ou depois da missa de domingo, as famílias aproveitavam para passear e comer na feira ou nos restaurantes e lanchonetes locais. Vocês podem imaginar que em um cidade de 40 mil habitantes, há 30 anos atrás, a oferta de lugares para se comer fora de casa não era, digamos,  muito ampla.... Alguns fizeram sucesso e depois sumiram, ou partiram: quem não se lembra do Castelo de Ouro, das pizzas do Genésio e da Di Napoli, dos sorvetes da Branca de Neve e Gelaguela, da pipoca e o pudim do Seu Manoel, na porta da Igreja??? Há outros que começaram lá na década de 80 e estão até hoje fazendo a festa das nossas lombrigas: Salgados do Seu Neurísio e Seu Aniceto; Sorvetes do Peixe e do Kawakita, os pratos da Recanto; os trailers de lanches que eram da Praça da República e agora estão no Carnaíba. São delícias que a minha geração e todas as seguintes cresceram comendo, pratos que fazem parte do paladar de todos os moradores e matam de saudade e desejo quem hoje mora fora da cidade. Quem é daqui e vive longe sabe bem o que estou falando: todas as vezes que viemos a Paranaíba, TEMOS que comer alguns clássicos. De preferência, acompanhados de guaraná Cotuba de garrafinha verde de vidro!!


Falando sobre as opções de lazer gastronômico para os paranaibenses hoje, temos uma oferta mais variada com a Bella Praça, Cupim, Sabor do  Pescado,  Pelourinho, Kokk Kiir, trailers de fogaça  e casas de espetinho. Torcemos para que eles tenham vida longa e que venham muitas, muuuitas outras opções para nós. Que os restaurantes saibam valorizar o cliente e os cliente saibam valorizar nossos empreendedores. Afinal, chega de gastar gasolina para ir jantar do outro lado da ponte...

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2013 FOI SUCULENTO E DELICIOSO!!


Olá, queridos e famintos leitores!! Voltei... de novo... eu sei... desculpem aí ter sumido do mapa desse jeito, mesmo após um post prometendo não lhes abandonar novamente mas, realmente, 2013 foi muuuuuiiiito corrido. Graças aos deuses da comida!! Esse ano que acabou de acabar foi realmente maravilhoso para mim, em especial na parte gastronômica. Por isso, aí vai uma retrospectiva do meu 2013, não como um “selfie” e sim como um “sorry and please understand”. J

O ano já havia começado corrido, com turmas do curso de Auxiliar de Cozinha do Sesc e do Exército, de soldados que estava treinando para ir em missão ao Haiti (trabalho também pela Pátria!!)





Em Abril, uma pequena pausa no trabalho... mas nunca na minha vida foodie!!  Viagem lá para o outro lado do mundo: Hong Kong e Filipinas, com direto a provar comidas das mais refinadas às comidas e rua e as mais aconchegantes e típicas dos locais pelos quais passamos. Como esse peixe escolhido, pescado e assado na hora, ali em uma ilha de pescadores do mar de Boracay. Perfeito e comido com a mão, como manda a tradição!





Em Maio eu entrei de vez na família Senac e já na semana da Arena Gastronômica, o evento de gastronomia mais importante do nosso Mato Grosso do Sul. Tivemos degustações, aprendizagens e receitas de cafés, doces, pratos sul mato-grossenses, vinhos, cervejas e muita troca de ideia sobre a nossa culinária. Sem dúvida, a Arena merecia posts detalhados, com cada uma das aulas-show apresentadas pelas estrelas das cozinhas de nossa terra, como fiz em 2012! Não deu para escrever, mas está tudo fotografado e registrado no meu Face e no meu Instagram. Dêem uma olhadinha!




Ainda no final de Maio, a minha primeira matéria do Cozinha Popular do ano: um escondidinho de tilápia com creme de mandioquinha. Receita deliciosa que teve, inclusive, o privilégio de ser um dos poucos posts para lhes alimentar em 2013,  heheheh (http://miriamarazinichef.blogspot.com.br/2013/05/escondidinho-de-tilapia-com-creme-de.html)




Já em Junho, muitas turmas de Finger Food, Queijos e Vinhos, Cozinheiro e uma reportagem ao vivo no Viver Bem do SBT MS, falando sobre essas comidinhas charmosas e cheias de estilo que são as finger food.






Chegamos ao inverno e em Julho todo mundo quer tomar vinho, muuuito vinho!! E foram mais turmas de Queijos e Vinhos no Senac! Até os clientes do Comper tiveram uma aula deliciosa com direito a uma super degustação!!



Em Agosto, uma oficina especial com receitas de 3 tipos de risotos para os clientes do Makro, novos alunos entrando na Cozinha do Senac e o início de uma consultoria de sucesso.






Setembro chegou e a primavera me inspirou a trazer novas palestras para o curso de cozinheiro do Senac: Thermomix, Orgânicos e Ervas Aromáticas. Um grande aprendizado para os alunos e para a professora!




Reta final e os meses mais frutíferos: em Outubro comemoramos o Dia Mundial da Alimentação e foram duas reportagens na TV falando sobre alimentação saudável. Uma entrevista ao vivo na Record e mais duas receitas especiais para a TV Morena, na semana do Medida Certa em MS: Lasanha de brócolis, ricota e peito de peru e Muffin nutritivo de banana com calda light de chocolate.





Ufa!!! Dá pra respirar um pouco??? Nada disso!!! Ritmo super acelerado em Novembro, com Mato Grosso do Sul fervilhando de eventos gastronômicos e exposições: Bar em Bar MS 2013, no qual tive a honra de fazer a abertura oficial em plena praça de alimentação do Shopping Campo Grande e sofri muuuuuito degustando todos os 15 petiscos como jurada (imaginem a alegria das minhas lombrigas!! J ); Morar Mais por Menos , onde apresentei oficinas de Finger Food e Queijos e Vinhos; Festival da Guavira em Bonito,  com uma aula show de Pintado na crosta de coco com purê de banana de terra e creme de guavira.








Ah, vocês se lembram daquela consultoria que começou em Agosto??? Pois é, em novembro o Les Amis abriu as portas e deu de presente aos Campo Grandenses uma charmosa e aconchegante champanheria. Sucesso imediato para Ana, Elô e meu afilhado Les Amis!!



E teve mais!! Uma reportagem sobre especiarias para o Correio do Estado e a melhor surpresa do ano: minha indicação ao prêmio Dólmã de Melhor Chef de Mato Grosso do Sul!!! Podem imaginar a felicidade da criança?????




Enfim, Dezembro chegou!! Com ele: a melhor estação do ano, turmas de Cozinheiro se formando; meninos do Exército aprendendo sobre Montagem de Buffet; equipe Senac Turismo e Hospitalidade nascendo; Degustação de Queijos e Vinhos para a Fecomércio e festas, festas e mais festas!! Tudo para fechar 2013 com chave de ouro!!







Teve bom 2013, né? Pois aguardem que 2014 trará muito mais!! Vem ai: Pro Chef; Premiação Dólmã; cursos novos no Senac; Construção da nova unidade Senac de Turismo e Hospitalidade, e mais, mais e mais delícias! E dessa vez prometo bem prometido: tudo devidamente registrado aqui no blog, no Face e no Insta, para vocês nunca mais passarem fome J. Um 2014 repleto de gostosuras e aventuras gastronômicas!!!